No Brasil, garantir uma alimentação saudável e acessível ainda é um grande desafio. Estudos recentes apontam que milhões de brasileiros enfrentam insegurança alimentar, enquanto o consumo de ultraprocessados cresce em ritmo acelerado, principalmente nas cidades grandes.
Mas afinal, o que significa uma alimentação saudável? O Guia Alimentar para a População Brasileira, referência elaborada pelo Ministério da Saúde, define que comer bem vai muito além de nutrientes e calorias. Envolve preferir alimentos in natura ou minimamente processados, reduzir ultraprocessados e valorizar a cultura alimentar e os momentos de refeição compartilhados.
Mais recentemente, pesquisadores têm apontado novos critérios para uma alimentação saudável: é preciso considerar também os impactos ambientais, sociais e culturais das escolhas alimentares. Ou seja, não se trata apenas do que está no prato, mas de como cada decisão de consumo afeta a saúde do corpo, o território e o planeta.
No Instituto Teko Porã, acreditamos que alimentação saudável é parte essencial do Bem Viver: equilíbrio entre ser humano e natureza, cuidado consigo mesmo e com a coletividade.
Práticas que transformam: do prato ao território
1. CSA – Comunidades que Sustentam a Agricultura
Um exemplo concreto de como escolhas alimentares podem ser coletivas são os CSA – Comunidades que Sustentam a Agricultura. Nesse modelo, famílias se unem para apoiar diretamente agricultores locais e, em troca, recebem alimentos frescos e produzidos de forma sustentável. Mais do que uma transação comercial, o CSA é um pacto comunitário que fortalece o campo, garante renda digna e aproxima cidade e natureza.
2. Valorizar produtores locais e feiras de bairro
Comprar em feiras de bairro ou diretamente de produtores locais ajuda a diversificar a dieta, estimula economias regionais e reduz a pegada ambiental do transporte de alimentos. Além disso, promove vínculos entre quem planta e quem consome, resgatando uma relação mais humana e justa com a comida.
3. Reduzir embalagens e reciclar corretamente
Escolher alimentos com menos embalagem significa reduzir a geração de resíduos plásticos que comprometem ecossistemas inteiros. Praticar a reciclagem correta em casa é outro gesto que conecta saúde e sustentabilidade, afinal, cuidar do ambiente onde vivemos é cuidar também da nossa saúde.
4. Experiências no Instituto Teko Porã
Nos projetos do Instituto Teko Porã, esse olhar está presente em diferentes práticas. Os cafés coletivos organizados pelas equipes são um exemplo de como é possível oferecer opções mais naturais e nutritivas, reduzindo ultraprocessados e estimulando escolhas conscientes. Esses encontros não são apenas sobre se alimentar, mas sobre construir vínculos, cultivar afeto e aprender coletivamente.
Assim, cada roda de conversa, atividade educativa ou prática esportiva ganha ainda mais potência ao incluir a reflexão sobre o que consumimos. É a tradução do Bem Viver no cotidiano: saúde física, vínculos sociais e cuidado com o território.
Alimentação é um ato coletivo
Alimentação saudável não pode ser vista apenas como uma escolha individual. É também uma decisão coletiva que fortalece comunidades, protege o meio ambiente e garante qualidade de vida para as próximas gerações.
No Instituto Teko Porã, acreditamos que cada escolha no prato pode ser um passo para transformar realidades. Seja ao participar de um CSA, apoiar produtores locais, reduzir embalagens ou repensar a forma como compartilhamos alimentos, estamos construindo caminhos para o Bem Viver.
Leia mais: – Os desafios para uma alimentação saudável e acessível no Brasil – GIFE – Guia Alimentar para a População Brasileira – Novos critérios para uma alimentação saudável – Revista Pesquisa Fapesp – CSA Brasil – Comunidades que Sustentam a Agricultura
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